Contracepção


A contracepção consiste na prevenção voluntária da gravidez, impedindo a fecundação e o início de uma nova vida.

São conhecidos actualmente diversos métodos contraceptivos, que se podem dividir em métodos naturais e métodos não naturais; do primeiro grupo consta apenas a abstinência periódica, do segundo têm-se ainda os mecânicos (preservativos masculino e feminino, DIU, diafragma) e os químicos (pílula, espermicidas).


Sabe-se que o método contraceptivo mais eficaz é a pílula, com cerca de 99% de eficácia comprovada, em caso de toma correcta.


Com tanta oferta, fica à nossa responsabilidade evitar que existam gravidezes não desejadas, não planeadas, não amadas... Futuras crianças tristes...





Lactação


A produção do leite é controlada por várias substâncias, entre as quais a hormona prolactina, que é produzida na hipófise anterior.
Os níveis elevados de estrogénios e progesterona que existem durante a gestação exercem uma retroacção negativa sobre a produção desta hormona, pelo que apenas é segregada após o parto.
Quando esta hormona atinge as glândulas mamárias estas iniciam a sua actividade secretora.
As glândulas mamárias apenas continuam a segregação se estimuladas pelas sucções do bebé.


Nova Vida

O Parto...









No último trimestre de gestação uma complexa interacção de hormonas induz o parto.


A máxima concentração de estrogénios no sangue materno desencadeia a formação de receptores de oxitocina no utero.



A oxitocina produzida pelo feto e pela hiófise materna estimulam o utero a fortes contracções; estimula também a produção de prostaglandinas pela placenta, aumentando cada vez mais as contracções num mecanismo de feedback positivo.





E ... voilà ... o melhor está ainda para vir! Boa sorte aos papás!

Controle do desenvolvimento embrionário

A hormona gonadotropina coriónica humana (HCG) libertada pelo embrião impede a degeneração do corpo amarelo (função idêntica à da LH) que continua a produzir estrogénios e progesterona garantindo a manutenção do endométrio e a nidação.
Elevados valores de HCG no sangue exercem no complexo hipotálamo-hipófise uma retroacção negativa, bloqueando o ciclo ovárico.
Por volta das 8 semanas dá-se um declíneo na concentração de HCG e consequentemente o corpo amarelo degenera, ficando a produção de estrogénios e progesterona a cargo da placenta.

Desenvolvimento Embrionário e Desenvolvimento Fetal

Primeira fase:

da fecundação à formação das três camadas


O desenvolvimento embrionário tem início com a fecundação.

As características do novo indivíduo são determinadas pelos cromossomas herdados nesse momento do pai e da mãe.

O zigoto, guiado pela sua informação genética única, inicia rapidamente a constante divisão, diferenciação e migração celular, que irão formar todos os tecidos do organismo de forma surpreendentemente precisa.

Com 2-6 dias de idade, o já blastocisto implanta-se na parede do útero - nidação. Simultaneamente e devido a sucessivas divisões celulares e movimentos de territórios celulares constituem-se 3 grupos de células, 3 camadas - endoderme, a mais interna; ectoderme, a mais externa; e mesoderme que se posiciona entre as outras duas.
Na segunda semana, depois da nidação, liberta hormonas para que a cavidade uterina se vá especializando com o objectivo de proteger, nutrir, e fornecer as hormonas necessárias ao seu crescimento.

Vão começar a formar-se as estruturas percursoras das membranas fetais e da placenta - ao fim da segunda semana inicia-se uma circulação útero-placentária primitiva.






Segunda fase:

da 3ª à 8ª semana – Período Embrionário

Neste período, estabelece-se o eixo do corpo e cada uma das três camadas principais: ectoderme, mesoderme e endoderme, dá origem aos seus próprios tecidos e sistemas de órgãos.

O sistema vascular e o coração, permitem que o seu sangue, que não se mistura com o da mãe, flua e nutra os tecidos em rápido crescimento.

As fundações do sistema nervoso estão estabelecidas. O cérebro já está a formar-se, e formadas a vesículas encefálicas, toma proporções do adulto.

Os olhos começaram a desenvolver-se.

Surgem e evoluem os pulmões, intestino e estômago, a glândula pituitária, dentes e gengivas, pele e pêlos.


Formam-se os membros, o esqueleto e outros tecidos estruturais: o embrião mexe-se e reage a estímulos.


A boca, orelhas e nariz desenvolvem-se e podem fazer lembrar traços de família.
Epitélio sensorial surge e torna, entre outros, os lábios sensíveis ao toque.
À oitava semana estão formados os órgãos, estabelecidas as principais características da forma do corpo.





Terceira fase:


da 9ª semana ao nascimento-
Período Fetal


Este período, em que já estão formados os principais sistemas de órgãos, caracteriza-se pelo rápido crescimento do corpo e pela maturação destes sistemas.

É notável o aumento do comprimento durante o terceiro, quarto e quinto meses, (5 cm por mês) enquanto o ganho de peso é mais importante durante os 2 últimos meses de gestação (700g por mês).


Outra alteração notável é a desaceleração relativa do crescimento da cabeça.


Às 21 semanas a mãe reconhece claramente os movimentos do feto.


Às 28 semanas já está apto para viver, embora com grande dificuldade.


Aos 266 dias ou 38 semanas após a fertilização o feto está preparado para o nascimento, após o qual, passa a ser uma peça deste puzzle que é a vida real.


Fecundação

Ordem temporal dos acontecimentos...

  • deposição de milhões de espermatozóides na vagina, no decurso de uma ejaculação;
  • contacto dos espermatozóides com o muco cervical;
  • progressão dos espermatozóides através do colo do útero, sendo que, menos de 100 alcançam o local de fecundação - trompas de falópio;
  • encontro dos espermatozóides, atraídos por uma substância produzida pelas células foliculares, com o oócito II;
  • introdução de espermatozóides entre as células foliculares e reconhecimento pela ligação a receptores específicos da zona pelúcida;
  • libertação do conteúdo do acrossoma do espermatozóide "vencedor"! - reacção acrossómica;
  • conclusão da meiose formando-se o óvulo e o 2º glóbulo polar;
  • formação da membrana de fecundação impedindo a entrada de mais espermatozóides;
  • fusão do núcleo dos 2 gâmetas;
  • formação do ovo/zigoto.

Regulação Hormonal na Mulher

  • O sincronismo entre as fases do ciclo ovárico e as fases do ciclo uterino é consequência da acção das hormonas ováricas sobre o endométrio





  • estrogénios -> produzidos pelas células foliculares e pela teca interna. A concentração destas hormonas aumenta primeiro progressivamente, à medida que os folículos se desenvolvem, e depois de um modo rápido, atingindo o valor máximo um pouco antes da ovulação. A concentração baixa depois da ovulação devido à perda de células foliculares, e volta a aumentar durante a fase do corpo amarelo, decaindo depois quando este degenera.


  • progesterona -> produzida pelo corpo amarelo, atingindo a concentração máxima com o pleno desenvolvimento dessa estrutura. Quando o corpo amarelo entra em regressão a concentração de progesterona diminui.



Ciclo Ovárico

  • tem uma duração aproximada de 28 dias;

  • divide-se em duas fases:

fase folicular -> desenvolvimento de 2 a 12 folículos ováricos; apenas um completa a maturação enquanto que os restantes degeneram. Esta fase termina com a ovulação.

fase luteínica ou fase do corpo amarelo -> formação, evolução e degeneração do corpo amarelo.





Ciclo Uterino

  • Divide-se em três fases: fase menstrual, fase proliferativa e fase secretora.

Fase Menstrual -> ocorre a destruição parcial do endométrio pois os vasos sanguíneos deste contraem e as células deixam de receber os nutrientes necessários, acabando por morrer. Esa destruição é consequência da baixa concentração de hormonas ováricas no sangue.

Fase Proliferativa -> verifica-se o crescimento em espessura do endométrio com o desenvolvimento de vasos sanguíneos, devido ao estímulo provocado pelo aumento da taxa de estrogénios que ocorre durante a fase folicular.

Fase Secretora -> prossegue o aumento da espessura do endométrio bem como a actividade secretora das glândulas nele existentes, devido à acção conjunta de estrogénios e progesterona produzidos na fase luteínica.





Regulação do funcionamento do ovário



  • O complexo hipotálamo-hipófise produz gonadoestimulinas - FSH e LH;
  • A FSH induz o crescimento e a maturação dos folículos a e produção de estrogénios;
  • A LH actua no folículo maduro estimulando a ovulação e a transformação do folículo em corpo amarelo, o que produz progesterona.